Nas suas mais recentes declarações, José Mourinho abordou de forma aberta o forte assédio de Florentino Pérez para um eventual regresso ao Real Madrid, mas deixou claro que a sua decisão final não se guiará por fatores puramente financeiros.
O técnico português explicou que o desfecho depende inteiramente da globalidade da proposta, do perfil de trabalho exigido e se terá as condições necessárias para atingir os objetivos propostos. Mourinho exigiu o direito ao seu próprio tempo para analisar e decidir o melhor para a sua carreira, assumindo uma forte dualidade emocional: por um lado, o peso de um colosso europeu; por outro, a ligação afetiva à Luz, admitindo que o que sente pelo Benfica “já não dá para disfarçar”.
Questionado sobre a ambição de operar o “milagre” de devolver os títulos ao clube encarnado, o treinador rejeitou esse rótulo de forma pragmática, afirmando não acreditar nesse tipo de fenómenos no futebol. Mourinho lembrou que há conquistas e circunstâncias que se tornam maiores do que a própria vontade e que o sucesso exige bases sólidas. Apesar disso, fez questão de vincar que a estrutura do Seixal está totalmente pronta e preparada para atacar as próximas competições e lutar por troféus.
Por fim, o “Special One” dirigiu uma mensagem contundente aos adeptos do Benfica, exigindo acima de tudo respeito pelo plantel. Embora tenha apontado os desaires com o Casa Pia (em Rio Maior) e com o SC Braga (na Taça da Liga) como os únicos exemplos negativos de atitude e predisposição física ao longo do ano, Mourinho reiterou o “orgulho tremendo” que sente neste grupo de trabalho. O técnico concluiu com uma forte declaração de apreço aos seus jogadores, admitindo que o orgulho que tem nesta equipa chega a ser superior ao que sentiu em alguns plantéis onde acabou por se sagrar campeão.