O rescaldo da estreia cinzenta de Portugal no Mundial 2026 continua a dominar o espaço de comentário desportivo e político-social. Desta vez, foi João Miguel Tavares a juntar-se ao coro de vozes críticas em relação à gestão tática e mediática que envolve o capitão da equipa das quinas.
No painel do programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, da SIC Notícias, o cronista e jornalista analisou o empate consentido frente à República Democrática do Congo e apontou baterias ao que considera ser um perigoso culto de personalidade em torno de Cristiano Ronaldo, de 41 anos.
Para João Miguel Tavares, o atual ambiente de quase subserviência ao avançado funciona como um elemento bloqueador para o rendimento coletivo do grupo liderado por Roberto Martínez. “Esta sensação de que o Cristiano Ronaldo é maior do que a Seleção acho que não é bom para ninguém”, afirmou de forma categórica, lamentando o peso que o estatuto do jogador carrega na estrutura da Federação Portuguesa de Futebol.
O comentador reforçou ainda que a gestão do legado individual e dos recordes pessoais do camisola 7 parece, por vezes, sobrepor-se aos próprios interesses desportivos e estratégicos do País em plena competição. O aviso do cronista surge numa altura de forte debate nacional, dividindo os adeptos entre aqueles que exigem maior pragmatismo ao selecionador e os que continuam a blindar o capitão na sua sexta fase final de um Campeonato do Mundo.