O FC Porto viu a sua vantagem ser travada por uma decisão tecnológica num dos lances mais discutidos da partida.
Aos 22 minutos, o avançado Deniz Gul chegou a festejar aquele que seria o 0-2, após cabecear com sucesso um cruzamento de Pepê na sequência de um pontapé de canto. No entanto, a celebração foi interrompida pela intervenção do VAR, que detetou uma irregularidade no momento em que a bola foi colocada na área.
A análise das imagens revelou-se complexa, uma vez que a equipa de videoarbitragem começou por avaliar possíveis infrações no “coração” da área. Durante o batimento do canto, registaram-se vários bloqueios e agarrões entre jogadores de ambas as equipas, o que levantou a hipótese de uma falta ofensiva. Contudo, a decisão final acabou por ser estritamente geométrica, focando-se no posicionamento do avançado sueco.
As linhas traçadas pelo VAR confirmaram que Deniz Gul se encontrava em posição de fora de jogo por uma margem mínima de 13 centímetros. Perante a evidência digital, o árbitro não teve outra alternativa senão invalidar o golo, mantendo o marcador na diferença mínima. Este desfecho gerou uma onda de contestação imediata por parte da estrutura portista e promete ser um dos temas centrais no debate sobre a precisão e a influência das decisões do VAR no desenrolar do campeonato.