O treinador do Benfica, José Mourinho, mostrou-se satisfeito mas exigente após a vitória por 2-0 frente ao Nacional, na 29.ª jornada da I Liga.
Em declarações à BTV, o técnico sublinhou que o marcador final foi curto para o volume de jogo apresentado, destacando os 25 remates e 15 cantos efetuados. Para Mourinho, embora a vitória tenha sido “merecida e tranquila”, os números finais estiveram “desfasados” da superioridade demonstrada pelos encarnados no Estádio da Luz.
Um dos pontos centrais da análise do técnico foi o crescimento dos jovens talentos do plantel, nomeadamente Prestianni e Schjelderup. Mourinho elogiou a evolução tática e técnica de ambos, referindo que estão a aprender a executar funções que anteriormente não dominavam. O objetivo de “encurralar o adversário” foi cumprido com intensidade, embora o treinador tenha lamentado o penálti falhado e a falta de eficácia que impediu um “resultado mais gordo” na segunda parte.
Formação e Estreias no Seixal
A integração de novos valores da academia continua a ser uma prioridade na gestão de Mourinho:
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Gonçalo Moreira: O treinador destacou a estreia do jovem como um prémio pelo seu percurso desde criança no clube. Salientou que este é um sucesso de toda a estrutura do Seixal e confirmou que o jogador irá agora integrar a equipa na Youth League, com a ambição de conquistar a competição europeia.
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Ambiente na Luz: Mourinho revelou que tinha preparado os jogadores para uma eventual insatisfação das bancadas caso o início não fosse positivo, mas enalteceu o apoio constante dos adeptos face à entrada forte da equipa.
Um Gesto de Fair-Play da Arbitragem
Mourinho fez questão de partilhar um episódio invulgar que ocorreu no túnel durante o intervalo. O árbitro Fábio Veríssimo abordou o jogador Dahl para admitir um erro de julgamento num lance da primeira parte: “Estive a ver a imagem. Falta sim, amarelo nunca. Peço desculpa”. O técnico benfiquista elogiou publicamente esta postura, afirmando que este tipo de comunicação honesta é fundamental para criar respeito mútuo entre jogadores e equipas de arbitragem, classificando o gesto como “de salutar”.