A intervenção de Maya, apresentadora do programa Noite das Estrelas, no Grande Jornal da CMTV desta sexta-feira, 27 de março de 2026, trouxe uma perspetiva implacável e crítica sobre o triângulo amoroso que domina o Secret Story 10.
Sem “papas na língua”, a taróloga desmontou a narrativa de que Eva Pais é a grande vítima de uma traição, acusando-a, juntamente com Diogo Maia, de ter orquestrado uma estratégia fria e calculista para enganar uma terceira pessoa neste caso, Ariana com o único objetivo de proteger o seu segredo e ganhar dinheiro.
Para Maya, a verdadeira prejudicada em todo este enredo é a jovem de Baião, que terá sido seduzida por um homem comprometido sem saber que fazia parte de um plano previamente combinado entre o casal nortenho.
A comunicadora defendeu de forma taxativa que Ariana foi vítima de uma “aproximação consentida e orquestrada”, sublinhando que a concorrente não agiu com má-fé para “roubar” o namorado a ninguém, mas sim que foi manipulada por um jogo de sedução que Eva validou antes de entrar na casa. Maya descreveu a situação como um risco calculado que correu mal, notando que “o fogo ao pé da estopa queima” e que Diogo acabou por se envolver genuinamente.
A apresentadora foi ainda mais longe na análise ética do formato, classificando o comportamento de Eva e Diogo como “prostituição moral”. Maya manifestou-se profundamente preocupada com os valores que estão a ser transmitidos aos telespectadores mais jovens, questionando como se explica que o amor possa envolver a manipulação de sentimentos alheios em troca de benefícios financeiros. Na sua visão, este “vale tudo” televisivo ultrapassa linhas vermelhas que deveriam ser estabelecidas pela produção do reality show para evitar a promoção de comportamentos tão questionáveis.
Por fim, o debate no Grande Jornal abordou a violência que a polémica gerou no exterior, nomeadamente o vandalismo à casa da mãe de Diogo. Maya lamentou que o público esteja a santificar Eva e a demonizar Ariana e Diogo sem compreender que todos foram cúmplices de uma estratégia inicial. A taróloga exigiu que existam limites claros nestes formatos, reforçando que a televisão tem a responsabilidade de não validar narrativas onde o dinheiro se sobrepõe à dignidade humana e à verdade dos sentimentos.