Frederico Varandas explicou a renovação de Rui Borges até 2028, destacando o trabalho desenvolvido ao longo do tempo e não apenas os resultados imediatos: «Mais um ano de contrato.
Recordar que Rui Borges e a sua equipa técnica fazem 16 meses de Sporting. Há quem valorize muito os resultados de 15 dias, há quem valorize o trabalho de 15 meses e meio, o bicampeonato, a dobradinha, a melhor campanha de sempre na Champions, o recorde de número de vitórias consecutivas em Alvalade, termos atingido duas finais, Taça da Liga e Supertaça. Percebo que em 16 meses de trabalho, há quem valorize mais uns aspetos que outros. Valorizamos o processo de trabalho, mais que resultados ou troféus.
Sendo a renovação de um contrato, interpretamos como ato de futuro para o clube. Jamais renovamos a pensar no troféu do passado. Independentemente dos títulos conquistados e perdidos, o processo é o mais decisivo. O Sporting tem de estar na decisão dos títulos».
O presidente leonino sublinhou ainda o perfil humano do treinador: «Para além das componentes técnicas, mérito do treinador e equipa técnica, existe um lado humano que valorizamos muito. Rui Borges é sério, intelectualmente honesto, livre que protege os seus. Comunica pela sua cabeça e jamais pelo que o presidente ou estrutura dizem para ser. Valorizamos isso e por isso Rui Borges é o nosso treinador».
Sobre o timing da decisão, afastou influências externas: «Não tomamos decisões por marés, não navegamos ao sabor do que estão a dizer, do que estamos a achar ou vão sentir. Navegamos com base em convicções e processos de trabalho. Timing? Já renovei com um grande treinador que terminou em quarto essa época e tomámos a decisão e nem em quinto estávamos. Não são 15 dias que tomam o fator preponderante da decisão. Acho curioso. Recordo-me bem, em setembro de 2025, quando falei com os jornalistas, perguntaram-me da renovação de Rui Borges. Não respondi e criou-se um caso. Em cinco ou seis momentos em que comuniquei com os jornalistas, houve sempre uma pergunta se ia renovar. Nunca disse nada e reparei no burburinho e ruído sobre a ausência da resposta. O timing, do ponto de vista de gestão de um grupo, é muito simples. O mister tinha mais um ano de trabalho. É o homem certo? É. A renovação ajuda à estabilidade? Ajuda. Do ponto de vista negocial, a renovação de um treinador ou jogador é mais difícil no último ano de contrato e o treinador ou jogador até poderá apalavrar com um outro clube. São várias razões. Se não tivéssemos feito a renovação hoje e quem questionaria o timing, as mesmas pessoas perguntariam em setembro do porquê».