Houve muito desgaste mental nesta fase final da época?
“Foi maioritariamente mental. Físico também, claro. O mental piora ou melhora físico. Tem sido um desgaste enormíssimo, a eliminação da Liga dos Campeões, o sentimento de que podíamos ter feito mais história… É natural que isso mexa em termos mentais.
Logo a seguir temos o jogo com o Benfica, em que estamos a ganhar num segundo e no outro a perder. Fizemos um bom jogo e perdemos. Depois fomos ao Dragão jogar uma meia-final… Mentalmente tem sido absurdo. Calhou-nos uma sequência de quatro jogos de exigência máxima seguidos. Levou-nos a um limite mental e físico. Pagámos a fatura, mas temos de viver com isso, era algo que nós queríamos. Há que saber ligar com isso e ultrapassar.”
Qual é o melhor timing para o anúncio da renovação de contrato? “Não sei dizer, não ligo nada a isso. Estou feliz, trabalho num grande clube. Infelizmente, nestas últimas semanas tiraram-nos da luta pelo tricampeonato, é explícito isso. Não há como fugir a isso. Mesmo sendo matematicamente possível, é difícil, o FC Porto está a uma vitória do campeonato.
Estivemos até ao fim em todas as competições, isso dita se o trabalho foi bem feito ou não. Tenho contrato com o Sporting, não estou preocupado. O rumo está bem traçado, o trabalho de todos é muito bem feito. Queremos ganhar sempre, infelizmente não vamos conseguir sempre. O treinador será sempre o responsável e darei sempre a cara, jamais deixarei que a culpa recaia sobre os meus jogadores. Eles têm dado tudo e merecem o meu louvor.”