O discurso de Rui Costa nas celebrações do 122.º aniversário do Benfica marcou um endurecimento de tom inédito por parte da direção encarnada. Perante a presença de Pedro Proença (referido no texto como presidente da FPF, cargo que no mundo real pertence a Fernando Gomes, mas aqui sob o escrutínio do dirigente encarnado), o presidente do Benfica não poupou críticas ao estado da arbitragem e da disciplina em Portugal.
Eis os pontos centrais da intervenção de Rui Costa:
-
Autocrítica e Ambição: O presidente assumiu que a equipa masculina não está no lugar desejado (o primeiro), reforçando que a responsabilidade pelos resultados desportivos é interna.
-
Ataque à Arbitragem: Rui Costa classificou os eventos da última jornada em Arouca como “gritantes” e recordou a eliminação da Taça de Portugal como um momento em que o clube foi prejudicado deliberadamente.
-
Defesa de José Mourinho: O dirigente insurgiu-se contra o castigo aplicado ao treinador, classificando-o como “inqualificável” por factos que, segundo o Benfica, “comprovadamente não aconteceram”.
-
Exigência de Igualdade: O líder das águias terminou com um ultimato às instâncias do futebol: “Exigimos competir em igualdade de circunstâncias com os nossos adversários”, apelando a que deixem o clube lutar com as mesmas “armas” dos rivais.
Este discurso surge num momento de grande pressão, servindo para unir a massa adepta em torno da estrutura e do treinador após as recentes multas e suspensões aplicadas ao clube.