Portugal está de luto pela morte de Carlos Salema, uma das figuras mais respeitadas no panorama científico nacional.
O investigador, nascido em 1942, faleceu após doença prolongada, deixando um legado ímpar no ensino e no desenvolvimento tecnológico. O Presidente da República, António José Seguro, já reagiu à notícia, destacando uma “vida dedicada ao conhecimento, ao serviço público e ao progresso da sociedade”.
Numa nota oficial, o chefe de Estado sublinhou o impacto duradouro do académico, que foi também antigo presidente da Academia das Ciências de Lisboa. “O seu legado permanecerá vivo nas instituições, nos alunos que formou e em todos os que inspirou”, afirmou, enaltecendo ainda o papel de Carlos Salema na promoção do diálogo entre diferentes áreas do saber.
Ao longo de mais de quatro décadas, Carlos Salema lecionou no Instituto Superior Técnico, onde foi professor catedrático e marcou gerações de estudantes. Reconhecido não só pela excelência científica, mas também pela proximidade com os alunos, foi distinguido várias vezes como o melhor professor do curso de Engenharia Eletrotécnica, um feito raro no meio académico.
Especialista na área das telecomunicações, destacou-se pela investigação em micro-ondas, antenas dielétricas e simulação de processos industriais. Ao longo da carreira, recebeu distinções como a Medalha de Mérito Científico e a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública. As cerimónias fúnebres realizam-se no Estoril, onde familiares, colegas e admiradores prestarão a última homenagem a uma figura incontornável da ciência em Portugal.