O Benfica elevou a pressão sobre as instâncias desportivas ao exigir que o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol retire “consequências e sanções desportivas” para o FC Porto no âmbito do “Caso dos Emails”.
Em comunicado oficial, as águias sublinham que, após o trânsito em julgado da sentença do Supremo Tribunal de Justiça em janeiro de 2026, não restam dúvidas sobre a ilicitude da atuação dos dragões, condenados a pagar uma indemnização de 605 mil euros.
A estrutura encarnada recorda que o processo disciplinar instaurado em 2017 esteve paralisado durante mais de oito anos à espera de uma decisão judicial definitiva. Com a condenação de Francisco J. Marques (pena suspensa) e da SAD portista por violação de correspondência e ofensa a pessoa coletiva, o Benfica argumenta que os factos estão provados e que a divulgação “ilegal e manipulada” das comunicações causou um grave dano reputacional e o condicionamento de agentes desportivos.
O clube da Luz classifica como “imperativo e urgente” um esclarecimento inequívoco do CD, defendendo que a verdade judicial deve agora transpor-se para o plano do regulamento disciplinar da Liga. Este movimento surge num momento de grande crispação institucional entre os rivais, com o Benfica a tentar converter a vitória nos tribunais civis numa penalização desportiva que poderá impactar o futuro imediato do FC Porto nas competições nacionais.