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Ex dirigente do Sporting recusa regresso de Amorim e explica: “Não tem palavra”

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O Veto de Dias Ferreira: As Portas de Alvalade Fechadas para Ruben Amorim

A demissão de Ruben Amorim do Manchester United abriu de imediato o debate sobre o seu próximo passo profissional, mas para Dias Ferreira, o regresso ao Sporting está fora de questão. O antigo dirigente e ex-candidato à presidência do clube leonino manifestou-se de forma implacável contra uma possível segunda oportunidade para o técnico em Alvalade.

Numa entrevista recente, Dias Ferreira utilizou expressões como “cada um faz a cama onde se deita”, deixando claro que a forma como Amorim abandonou o projeto no final de outubro de 2024 quebrou definitivamente o laço de confiança com os adeptos e a estrutura.

A principal crítica de Dias Ferreira reside na falta de palavra do treinador português. O advogado lembrou que Ruben Amorim tinha assegurado publicamente que terminaria a temporada 2024/2025 ao serviço do Sporting, mas acabou por sucumbir à proposta dos “red devils” a meio do caminho.

Para o antigo dirigente, esta saída precipitada foi um erro de cálculo motivado pela ansiedade e por ter “mais olhos que barriga”. Ferreira argumenta que, se Amorim tivesse aguardado mais alguns meses, o desfecho da sua carreira poderia ter sido muito mais brilhante do que o fracasso registado em Old Trafford.

O contraste estatístico entre os dois emblemas ajuda a sustentar o ceticismo de figuras como Dias Ferreira. Enquanto no Sporting Amorim conquistou três Campeonatos Nacionais e cinco outras taças, tornando-se uma figura histórica, em Inglaterra o seu aproveitamento foi de apenas 38% de vitórias em 63 jogos, saindo sem qualquer troféu conquistado. Este declínio acentuado na Premier League retira-lhe, na visão do antigo dirigente, o estatuto de “salvador da pátria” que poderia justificar um perdão imediato pela forma como saiu de Lisboa.

Atualmente, Dias Ferreira recusa-se a alimentar nostalgias, sublinhando que o Sporting está bem entregue a Rui Borges, que se encontra a traçar o seu próprio caminho. O advogado foi mesmo mais longe ao afirmar que não se importaria que Ruben Amorim acabasse a treinar o rival Benfica, reforçando a ideia de que o técnico é agora um “homem livre” cujas decisões já não devem afetar o universo leonino. Esta postura reflete uma ala do clube que privilegia a lealdade institucional acima do sucesso desportivo passado, fechando as portas a um regresso que muitos adeptos ainda viam como uma possibilidade romântica.

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