O antigo jogador do SL Benfica, Diogo Luís, mostrou-se muito preocupado com a forma como o clube encarnado está a preparar a temporada 2026/27 e acredita que a atual indefinição pode conduzir a uma época “desastrosa”.
Numa análise publicada no jornal A Bola, o comentador deixou fortes críticas à estrutura liderada por Rui Costa, sobretudo pela demora na escolha do novo treinador após a saída de José Mourinho.
Para Diogo Luís, o problema já ultrapassa a simples questão desportiva e começa a afetar a imagem do clube no exterior. O antigo lateral considera incompreensível que, a poucas semanas do arranque oficial da nova época, o Benfica continue sem uma liderança técnica definida. O comentador afirmou que, num clube com a dimensão do Benfica, o planeamento deveria estar praticamente concluído nesta fase do ano, acrescentando que a sensação transmitida é a de uma estrutura perdida e dependente de acontecimentos externos sobre os quais não tem controlo.
A situação torna-se ainda mais delicada devido ao calendário apertado das águias. Depois da vitória do Torreense na Taça de Portugal, o Benfica será obrigado a disputar três pré-eliminatórias para chegar à UEFA Europa League. O primeiro jogo oficial da temporada está marcado já para o dia 23 de julho, deixando muito pouco tempo para preparar a equipa, especialmente numa altura em que vários jogadores do plantel estarão envolvidos nos trabalhos do Mundial 2026.
Além da questão do comando técnico, o Benfica também continua sem fechar os principais dossiers do mercado de transferências. Apesar de vários nomes estarem a ser associados às águias — como Samu Costa, Jorge Cuenca e o próprio Marco Silva para o banco de suplentes —, ainda não existem decisões oficiais. Diogo Luís acredita que este atraso pode custar caro no arranque competitivo, sublinhando que, quanto mais tempo se adiar estas decisões estruturais, maior será o risco de começar a próxima época de forma condicionada.
Entre os adeptos encarnados cresce também a ansiedade relativamente ao futuro próximo do clube. A perspetiva de saída de vários jogadores importantes, a ausência da UEFA Champions League e a indefinição técnica aumentam o clima de instabilidade numa fase considerada decisiva para o futuro do projeto desportivo. Com o relógio a correr rapidamente para o início da pré-temporada, a pressão sobre Rui Costa e a SAD encarnada aumenta de dia para dia.