Tribunal decide contra Nuno Homem de Sá: Advogado do senhorio pede entrega imediata de imóvel.
O advogado do proprietário do imóvel garante que vai avançar com o pedido de desocupação urgente, enquanto o artista assegura querer resolver o diferendo a bem. Nuno Homem de Sá vai mesmo ter de abandonar a moradia, localizada em Loures, onde reside desde 2013 pois, o tribunal já tomou a decisão final num processo motivado por rendas em atraso, cujo valor em dívida ascende a milhares de euros.
A sentença transitou em julgado, o que significa que o ator já não tem qualquer hipótese de recorrer da decisão, estando o caso entregue às autoridades competentes para a execução do despejo.
Em declarações exclusivas à revista TV 7 Dias, o advogado do senhorio, Marco António, detalhou os trâmites legais que se avizinham para garantir a restituição da propriedade. “São 30 dias para transitar em julgado, não houve nada. Neste momento executei, estou à espera. Está o agente de execução a tratar disso. Ele agora tem de ser citado, depois tem um prazo para deduzir embargo. Se não deduzir embargo nós vamos lá buscá-lo“, explicou o causídico.
Marco António desvalorizou ainda qualquer tentativa de bloqueio judicial por parte da defesa do artista. “Ele não tem espaço de manobra para isso. Tem uma advogada oficiosa que nunca fez um requerimento no tribunal. Pode pedir embargo, mas não adiantaria nada porque não tem fundamento, ele não contestou a ação. Vai deduzir embargos do quê?“, questionou, revelando que a sua intenção é acelerar a desocupação: “Vou pedir a entrega imediata do bem, atendendo ao prejuízo que o senhorio está a ter. Se eu pedir a entrega provisória do imóvel ele vai ter de sair“.
No cenário de o morador recusar abrir a porta no dia estipulado, o advogado é perentório: “Nós arrombamos e mudamos a fechadura“.
Por sua vez, Nuno Homem de Sá procurou desmistificar o cenário de um confronto musculado com a justiça e garantiu à mesma publicação que pretende abandonar o local de forma voluntária e pacífica. “A minha mandatária estará em contacto com a outra parte e juntos encontrarão a melhor solução para que a transição corra pelo melhor. Não vou tentar atrasar a minha saída e não será necessário um despejo coercivo de todo“, asseverou o ator.
Relativamente à verba em falta que motivou a ação judicial, o artista esclareceu como pretende ver a situação regularizada nos próximos anos, mostrando-se tranquilo com o seu atual momento pessoal. “A dívida está incluída na massa insolvente e será paga até 2028 certamente. Está tudo a correr bem, estou ótimo de saúde, e como costumo dizer ‘amassado mas bem disposto’. O meu terapeuta está prestes a dar-me alta“, concluiu.