O processo de renovação de contrato de Daniel Bragança com o Sporting CP continua num impasse, abrindo a porta a uma eventual saída de Alvalade antes do arranque da nova temporada.
Perante o interesse de vários emblemas do futebol europeu e a falta de entendimento para prolongar o vínculo, a SAD liderada por Frederico Varandas já definiu que não facilitará a saída do camisola 23, fixando o preço do seu passe nos 12,5 milhões de euros.
Apesar de o esquerdino, atualmente com 27 anos, manifestar o desejo de continuar a vestir de verde e branco, pesam na balança alguns fatores desportivos. O médio sente que, embora as graves lesões tenham condicionado a sua regularidade nos relvados, não tem sido a primeira opção incontornável na hierarquia dos treinadores com quem trabalhou na equipa principal — nomeadamente Rúben Amorim, João Pereira e, agora, Rui Borges.
Atualmente, os contactos entre a administração leonina, o jogador e os seus representantes evidenciam uma divergência significativa entre as exigências salariais pedidas e a proposta oferecida pelos dirigentes. Por sua vez, Rui Borges considera a continuidade de Daniel Bragança prioritária para o xadrez do Sporting, valorizando não só a sua reconhecida qualidade técnica, mas também o peso que o jogador assume no balneário. Sendo um dos capitães de equipa e estando em Alvalade desde 2007, a sua relevância é ainda maior num cenário em que o plantel se prepara para perder Morten Hjulmand.
A entrar no último ano de contrato (com o vínculo atual a expirar em 2027), o médio formado na Academia de Alcochete poderá ver no próximo mercado de transferências a última grande oportunidade para conseguir um contrato financeiramente mais vantajoso noutros campeonatos europeus. Caso surjam propostas oficiais que alcancem as pretensões financeiras exigidas pelo Sporting, a despedida do internacional sub-21 poderá mesmo concretizar-se, forçando o jogador a equilibrar a forte ligação emocional ao clube com o seu futuro profissional.