João Barbosa, 52 anos, foi assassinado à queima-roupa, na semana passada, em Frielas, Loures, num contexto de ciúmes.
Quem o diz é a Polícia Judiciária, que apurou que na origem dos desentendimentos estava uma relação aberta – de contornos ainda não completamente conhecidos – que envolvia três pessoas. Vítima e homicida conheciam-se, tinham até relações profissionais, e partilhavam o amor por uma mulher – num quadro onde todos sabiam e onde aparentemente não haveria traições.
A realidade acabou por ultrapassar o que parecia aceite por todos e, ainda sem um motivo muito claro, o suspeito, de 45 anos, atraiu João Barbosa ao local onde o assassinou. Disse-lhe que lhe iria dar dinheiro, mas não o fez. Já tinha inclusive preparado tudo: comprou uma caçadeira e até um telemóvel novo para não deixar rasto. Usou uns projéteis especialmente mais letais, embora a curta distância a que foram feitos os disparos – dois, na cabeça da vítima – não permitissem que sobrevivesse. João Barbosa morreu ao volante da carrinha de trabalho.
Depois, o homicida deitou a caçadeira fora, num terreno baldio, nas proximidades do local do crime, mas para o fundo de um poço com vários metros de água no fundo. A arma só foi recuperada depois de o homem confessar à PJ onde estava. Os bombeiros tiveram de esvaziar o poço para a tirar.
Detido pela PJ, o suspeito foi levado ao TIC de Loures e ficou em prisão preventiva, a medida de coação mais grave do Código Penal.