“Com certeza não dei facada nenhuma. Só posso supor que foi o Bas, eu não vi, mas eu não fui. Eu vi-os num confronto muito forte, muito violento.
Assustei-me e corri a pedir ajuda, quando voltei o Filipe estava numa poça de sangue”. Foi desta forma que Sílvia Rosa, de 46 anos, explicou esta segunda-feira em tribunal de que forma o amante neerlandês, 21 anos mais novo, matou o marido de quem se tinha separado 12 dias antes.
Em causa está o homicídio de Filipe Jorge, na garagem de um prédio em Alverca, em fevereiro de 2023. De acordo com Sílvia, que é acusada do crime em coautoria, ela e Bas Ruijter tinham iniciado uma relação amorosa dois anos antes, através de uma aplicação na internet.
Os dois foram-se aproximando ao mesmo tempo que “Filipe mantinha relações extraconjugais”, com o jovem neerlandês a viajar com frequência até Portugal. Ele ficava em hotéis de Lisboa, onde se encontrava com Sílvia, mas nunca chegaram a ter relações sexuais porque o amante “sofria de uma fimose grave, que lhe provocava dores intensas”.