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André Ventura diz que tudo fará para evitar que um socialista seja Presidente da República

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Ventura aponta ao duelo com Seguro e desafia Montenegro a decidir o futuro da direita

A corrida presidencial entrou numa fase de alta voltagem este domingo, 18 de janeiro de 2026. Em plena digressão pela Guarda, André Ventura traçou as linhas vermelhas da sua estratégia: impedir, a todo o custo, que um socialista (neste caso, o candidato António José Seguro) chegue a Belém.

O líder do Chega apresentou-se como o protagonista de um futuro “frente-a-frente” com a esquerda, mas deixou a porta aberta a alianças pragmáticas, caso o cenário da segunda volta não o favoreça.

O Repto a Luís Montenegro

André Ventura lançou um desafio direto ao Primeiro-Ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, exigindo clarificação sobre o apoio da direita numa eventual segunda volta:

  • A Promessa de Ventura: Garantiu que, se não passar à segunda volta, apoiará qualquer candidato da direita que enfrente o PS para evitar a vitória socialista.

  • O Desafio: Questionou se Montenegro e o PSD fariam o mesmo caso seja Ventura a disputar a fase final contra Seguro: «Fará o PSD o mesmo ou prefere entregar o país ao socialismo?»

Estratégia: “Meter as laranjas no saco”

Embora convencido de que será ele o escolhido dos portugueses, Ventura tem vindo a ensaiar uma aproximação ao eleitorado social-democrata. O objetivo é captar os votos “laranja” descontentes com a moderação de outros candidatos, como Luís Marques Mendes.

O Cenário da Guarda: No terreno, Ventura sente o pulsar de uma base fiel — como o exemplo de “Isabel”, descrita como uma seguidora convicta dos “pergaminhos do Venturismo” —, mas sabe que precisa de expandir a sua base para além do núcleo duro do partido.

O Fator Marques Mendes

A grande dúvida que paira sobre a direita é o que acontecerá se as contas forem empurradas para um duelo entre Marques Mendes e o candidato da esquerda. Ventura segue o seu caminho sem pressas, mas com uma certeza: a batalha por Belém será um exercício de sobrevivência política onde cada apoio será negociado ao detalhe.

Com o país a olhar para os números de 18 de janeiro, a pressão recai agora sobre o Governo e o PSD para responderem se a unidade da direita é um princípio inabalável ou se a distância para o Chega continua a ser um obstáculo intransponível no caminho para a Presidência.

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